
As tensões no Oriente Médio provocaram alterações na malha aérea entre o Brasil e países da região neste sábado (28). Três voos com destino ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos precisaram retornar aos aeroportos de origem após restrições no espaço aéreo, em um contexto de conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Entre as operações afetadas está um voo da companhia Emirates, que decolou do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Dubai. A aeronave, um Boeing 777, regressou ao terminal carioca na tarde deste sábado. A previsão inicial de chegada era às 15h55, mas o pouso ocorreu cerca de 20 minutos depois.
Em São Paulo, outro voo da mesma empresa partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos durante a madrugada, operado por um Airbus A380 com destino a Dubai. A aeronave também retornou ao aeroporto paulista pouco antes das 15h. A companhia informou que o voo está programado novamente para a madrugada de domingo, mas não confirmou eventuais alterações na operação.
Também na Grande São Paulo, um voo da Qatar Airways que havia decolado com destino a Doha precisou regressar no início da tarde. Além disso, uma nova operação prevista para as 20h25 deste sábado foi cancelada.
De acordo com publicação do Aeroin, canal especializado em notícias de aviação, mais de 50 voos semanais que conectam a América Latina ao Oriente Médio podem ser afetados pelas restrições aéreas e pelo cenário de instabilidade na região.
As medidas refletem o impacto imediato das restrições impostas ao tráfego aéreo em áreas consideradas sensíveis após os ataques registrados no Oriente Médio.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou, ainda na manhã deste sábado, orientação para que brasileiros evitem viagens a 11 países e territórios da região em conflito.
A recomendação inclui Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Também constam na lista Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria.
A orientação do Itamaraty ocorre diante da escalada das tensões e das incertezas quanto à segurança do tráfego aéreo e à estabilidade regional.