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Exumação do cão Orelha ocorre após questionamentos sobre condução do inquérito

Ministério Público de Santa Catarina solicitou novos exames periciais e abriu procedimento para avaliar a atuação da Polícia Civil na investigação do caso em Florianópolis

Bruno Cordeiro
Por: Bruno Cordeiro
13/02/2026 às 21h43
Exumação do cão Orelha ocorre após questionamentos sobre condução do inquérito
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O caso do cão comunitário Orelha teve um novo avanço em Florianópolis. Nesta quinta-feira (12/02), o corpo do animal foi exumado após autorização da Justiça, com o objetivo de permitir a realização de novos exames pela Polícia Científica.

O pedido para a exumação partiu do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), protocolado no início da semana. A medida busca aprofundar a apuração sobre as circunstâncias da morte do animal, que gerou repercussão na capital catarinense.

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Além disso, o Ministério Público instaurou um procedimento para analisar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, na condução das investigações. Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, questionamentos formais motivaram a iniciativa, que pode evoluir para a abertura de um inquérito civil.

Em nota oficial, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que seguem realizando diligências de forma acelerada, com o objetivo de reunir provas e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.

Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte. Os primeiros laudos apontaram que o cão sofreu um forte impacto na cabeça, possivelmente causado por chute ou por algum objeto rígido.

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As imagens de câmeras de segurança são consideradas elementos centrais da investigação. Os registros mostram um adolescente saindo de um condomínio às 5h25 e retornando às 5h58 acompanhado de uma amiga. A polícia trabalha com a hipótese de que a agressão tenha ocorrido nesse intervalo.

O inquérito policial foi concluído na semana passada, e a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente apontado como responsável. A investigação também apura suspeita de maus-tratos contra outro cachorro da região, conhecido como Caramelo.

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