
O caso do cão comunitário Orelha teve um novo avanço em Florianópolis. Nesta quinta-feira (12/02), o corpo do animal foi exumado após autorização da Justiça, com o objetivo de permitir a realização de novos exames pela Polícia Científica.
O pedido para a exumação partiu do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), protocolado no início da semana. A medida busca aprofundar a apuração sobre as circunstâncias da morte do animal, que gerou repercussão na capital catarinense.
Além disso, o Ministério Público instaurou um procedimento para analisar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, na condução das investigações. Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, responsável pelo controle externo da atividade policial, questionamentos formais motivaram a iniciativa, que pode evoluir para a abertura de um inquérito civil.
Em nota oficial, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que seguem realizando diligências de forma acelerada, com o objetivo de reunir provas e encaminhar o caso ao Poder Judiciário.
Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte. Os primeiros laudos apontaram que o cão sofreu um forte impacto na cabeça, possivelmente causado por chute ou por algum objeto rígido.
As imagens de câmeras de segurança são consideradas elementos centrais da investigação. Os registros mostram um adolescente saindo de um condomínio às 5h25 e retornando às 5h58 acompanhado de uma amiga. A polícia trabalha com a hipótese de que a agressão tenha ocorrido nesse intervalo.
O inquérito policial foi concluído na semana passada, e a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente apontado como responsável. A investigação também apura suspeita de maus-tratos contra outro cachorro da região, conhecido como Caramelo.