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Polícia Civil usa camarote interditado na Barra como ponto estratégico no Carnaval de Salvador

Espaço foi fechado durante a Operação Falsas Promessas 3, que apura rifas clandestinas e lavagem de dinheiro na Bahia

Bruno Cordeiro
Por: Bruno Cordeiro
15/02/2026 às 23h37
Polícia Civil usa camarote interditado na Barra como ponto estratégico no Carnaval de Salvador
Foto: Ascom PCBA

A Polícia Civil da Bahia passou a utilizar um camarote interditado na Barra, em Salvador, como ponto de observação estratégica durante o Carnaval. A medida foi autorizada por decisão judicial neste sábado (14), após a suspensão do funcionamento do espaço no âmbito da Operação Falsas Promessas 3.

O local foi fechado depois de investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). A apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e a atuação de um esquema relacionado a rifas clandestinas.

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A interdição ocorreu na última quarta-feira (11), quando o proprietário do camarote foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, ele foi encontrado com arma de fogo e munições de uso restrito e permitido.

Durante a operação, os agentes apreenderam quase R$ 130 mil em dinheiro, além de dez veículos, incluindo uma Lamborghini avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões e duas SW4 blindadas equipadas com estrobos e sirenes. Também foram recolhidas bicicletas elétricas e outros itens de alto valor.

Entre os materiais localizados, a polícia encontrou uma pistola calibre 9 mm, aproximadamente mil munições, carregadores de fuzil, caixas de som, uma scooter subaquática e bebidas importadas. Produtos eletrônicos como caixas lacradas de iPhones e consoles de videogame também foram apreendidos.

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Um avião estimado em mais de R$ 10 milhões foi localizado em um hangar e incluído na lista de bens recolhidos durante a ação.

A prisão em flagrante do investigado foi convertida em preventiva, e ele permanece à disposição da Justiça. O advogado dele também foi alvo de busca e apreensão, após tentar acessar remotamente um celular já apreendido pela polícia, sendo autuado por tentativa de obstrução da investigação.

Além disso, mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra outros 13 investigados em cidades como Feira de Santana, Salvador, Camaçari, São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 125 milhões em capitais ligados ao grupo criminoso.

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