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Nova variante recombinante da Mpox é identificada pela OMS

A confirmação ocorreu após análises genômicas detalhadas, com registros no Reino Unido e na Índia e recomendação de reforço na vigilância epidemiológica

Bruno Cordeiro
Por: Bruno Cordeiro Fonte: Metro1
19/02/2026 às 12h24
Nova variante recombinante da Mpox é identificada pela OMS
Foto: IOC/ Fiocruz

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta semana a identificação de uma nova linhagem recombinante da Mpox, resultante da combinação genética entre dois vírus que infectaram o mesmo paciente. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais detalhadas.

Até o momento, dois casos foram reconhecidos oficialmente. O primeiro foi registrado no Reino Unido, no final de 2025, e o segundo na Índia, no início de 2026. Segundo a OMS, os pacientes haviam realizado viagens internacionais antes do diagnóstico.

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De acordo com a organização, os sintomas apresentados foram leves e semelhantes aos observados em outras variantes já descritas. Também não houve registro de transmissão para contatos próximos, o que reduz a evidência de disseminação imediata nesses episódios.

O estudo genético apontou que os dois casos estão associados à mesma cepa recombinante, com similaridade superior a 99%. Esse dado, conforme a OMS, pode indicar que a variante esteja circulando além dos episódios oficialmente detectados.

O sequenciamento completo revelou múltiplos trechos de recombinação no material genético dos vírus. Testes iniciais realizados por PCR chegaram a sugerir clades diferentes em cada país, reforçando que apenas a análise genômica integral permite identificar esse tipo de linhagem.

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A OMS destacou que ainda não há informações suficientes para determinar se essa nova variante recombinante altera a transmissibilidade ou a gravidade da Mpox. O monitoramento continua em andamento.

A organização mantém a classificação de risco moderado para homens que fazem sexo com homens ou pessoas com múltiplos parceiros, além de profissionais do sexo. Para a população em geral, o risco permanece baixo.

Entre as recomendações estão o fortalecimento da vigilância, a notificação rápida de casos, a ampliação do sequenciamento genômico, a vacinação de grupos vulneráveis e a integração das ações com serviços de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). A OMS afirmou que não há indicação de restrições a viagens ou ao comércio internacional.

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