Em Camaçari, Soldado Neres conta como surgiu o Corridão do Juca

Soldado Neres, um dos organizadores do Corridão do Juca em Camaçari, fala durante entrevista jornalística

O Corridão do Juca, realizado em Camaçari, tem origem em uma lembrança familiar e afetiva do Soldado Neres. Em entrevista ao Relata Bahia, na última sexta-feira (29), ele explicou como surgiu a ideia de criar a corrida na cidade.

A conversa foi conduzida pelo jornalista Bruno Cordeiro, no escritório do Relata Bahia. Durante a entrevista, Soldado Neres relatou que a inspiração para o evento partiu de sua falecida irmã, que já comentava, ainda no passado, sobre a vontade de ver uma corrida voltada para toda a comunidade.

Segundo Neres, a ideia nasceu de momentos vividos na infância, quando ele e a irmã costumavam se juntar para correr. Ele lembrou que, muitas vezes, os dois ficavam na região do 2 de Julho, em Camaçari, aguardando a passagem de alunos do batalhão para correr junto com eles pela calçada.

A partir dessas experiências, a irmã de Neres demonstrava o desejo de que houvesse uma corrida aberta para mais pessoas. Para ele, o Corridão do Juca representa a continuidade dessa vontade antiga, que permaneceu viva com o passar dos anos.

Durante a entrevista, Soldado Neres afirmou que, neste ano, decidiu chamar o Soldado Amilton para iniciar o projeto. A proposta, segundo ele, foi dar forma a uma ideia que havia sido idealizada pela irmã e transformar a lembrança em uma ação voltada à população.

O relato também reforça o vínculo do Corridão do Juca com a cidade de Camaçari. Além do aspecto esportivo, a iniciativa carrega uma memória pessoal ligada à convivência familiar, à prática da corrida e à ocupação dos espaços urbanos pela comunidade.

Ao recordar a origem do projeto, Neres destacou que a corrida nasceu de uma pergunta simples feita pela irmã: por que não existia uma corrida para todos? A partir dessa provocação, ele e Amilton decidiram tirar a ideia do papel.

Com isso, o Corridão do Juca passa a ser apresentado não apenas como um evento esportivo, mas como uma homenagem e uma continuidade de uma história iniciada ainda na infância, na região do 2 de Julho, em Camaçari.

Foto: Reprodução / Relata Bahia

Mais notícias

Deixa seu comentário

Obrigado pelo seu comentário