A Operação Sinal Vermelho foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia com o objetivo de desarticular um suposto esquema de corrupção no âmbito do Detran-BA. Durante a ofensiva, equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigação e também em uma unidade do órgão localizada em Paripe, em Salvador.
Segundo a apuração policial, as investigações tiveram início após uma denúncia encaminhada pela própria Corregedoria do Detran. O servidor investigado é suspeito de cobrar valores indevidos para acelerar procedimentos administrativos relacionados à emissão da primeira habilitação e à entrega de documentos veiculares.
Como funcionaria o esquema investigado
De acordo com as informações levantadas no inquérito, os valores cobrados variavam entre R$ 100 e R$ 200. A suspeita é de que o pagamento irregular fosse exigido para agilizar atendimentos e liberar serviços com maior rapidez.
Além disso, a investigação também apura possível direcionamento de alunos para autoescolas específicas, o que amplia o alcance das irregularidades analisadas pela Polícia Civil.
Período das irregularidades
Conforme a investigação, as práticas teriam ocorrido de forma reiterada entre os anos de 2023 e 2024. A apuração está sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (DECECAP/DRACO).
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço do caso. O conteúdo recolhido deve passar por análise para auxiliar na comprovação da prática ilícita e no esclarecimento completo dos fatos.
Polícia destaca continuidade das investigações
A delegada Lara Candice Pereira, titular da DECECAP, afirmou que a operação busca preservar o acesso igualitário da população aos serviços públicos e responsabilizar eventuais envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.
Segundo a delegada, as diligências realizadas nesta etapa são importantes para aprofundar a apuração a partir da análise de dados e documentos apreendidos. Ela ressaltou ainda que as investigações seguem em andamento.
Foto: Ascom / PCBA
